Dia da Consciência Negra

Na última quarta-feira (20/11) foi momento de exaltar com muito carinho o Dia da Consciência Negra no turno vespertino de nossa escola, organizado pela professora de inglês Raquel Lamas.

E dando continuidade, na segunda-feira (25/11), o turno matutino voltou-se para ações que valorizem o “Dia da Consciência Negra”. Iniciamos – nas três primeiras aulas – com a palestra do professor e mestre M’bana N’tchigna, da Guiné Bissau, denominada ‘A África contada por um Africano”. A proposta desenvolveu dinâmicas que permitam aos alunos conhecer a cultura africana e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.

“Agora estou tentando desenvolver com os jovens um subtema que é a África desconhecida pelos descendentes de africanos. Estou tentando trazer um outro olhar para a África – a África intelectualizada, a África da ciência, a África desenvolvida, a África culturalmente organizada” ressaltou o professor guineense M’bana N’tchigna.

Após o recreio, sob a organização do coordenador Fabrício Rufino e da professora de Inglês Ruslana Berger, seguiu-se apresentações culturais com os alunos: música, poemas, danças, capoeira, desfile da diversidade e finalizando com um samba de gafieira maravilhoso.

Os eventos aconteceram com o objetivo de apresentar à comunidade escolar a diversidade cultural, através das ações desenvolvidas pelos professores, e realizar um resgate da autoestima negra.

Foi destacada a importância das diferenças na sociedade e reafirmada a obrigatoriedade do ambiente escolar trabalhar as questões ligadas à tradição afro-brasileira, em consonância com a Lei Federal 10.639/2003.

Para o coordenador Fabrício Rufino, “Todos os dia é dia de Consciência Negra e que todos os dias do ano letivo a historia e a cultura africana/afro-brasileira façam parte do currículo na teoria e na prática”.

Data

A data faz referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo de Palmares que lutou para preservar o modo de vida dos africanos escravizados que conseguiam fugir da escravidão.

Em 2003, a Lei nº 10.639, de 9 de janeiro, determinava a inclusão da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo escolar. Nesse mesmo documento, ficou estabelecido que as escolas iriam comemorar a consciência negra: “Art. 79-B. O calendário escolar incluirá o dia 20 de novembro como ‘Dia Nacional da Consciência Negra’.”

No entanto, por meio da Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011, a data foi oficializada. Nesse documento foi criado o “Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra”, sem obrigatoriedade de que ele fosse feriado.

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